29.6.09

certas coisas devem ser registradas

não tem jeito, por mais que eu queira sempre mais, não tem como negar que a minha vida nasceu para ser uma brisa perfeita... não tem como. é incrível como as coisas só acontecem para me impressionar cada vez mais, eu tenho a vida que gostaria de ter, exatamente como é a minha. a melhor brisa de todas.
imagine por um momento, não conseguir pensar no que você gostaria a mais? claro, sem contar todos os seus planos que estão mais do que certos para acontecer, vão acontecer, simplesmente porque você quer, porque tudo sempre sai do jeito que você queria. a gente cai, se levanta, e aprende. tem os que não aprendem, mas crescer com cada experiência da vida é muito gratificante. todos os pedacinhos da minha história formam aonde eu cheguei, que é exatamente aonde eu queria chegar. e o que vem pela frente é melhor ainda.
minha vida é um filme. um dia eu te conto... e foi tudo eu quem fez sozinha: agora começa a parte dois, com o meu eterno e único parceiro no crime. isso é só um começo...

16.6.09

hoje, aliás, esses últimos dias, começo de semana... é daqueles que se eu pudesse, não teria levantado da cama. só se eu pudesse.

essas horas que eu me coço por uma boa dose de conhaque.

10.6.09

vício

é irreal mesmo como imaginam. por mais clichê que pareça dizer que é único, sem igual, afinal, é o que todos juram ser ou pensam ser, ou que ao menos almejam: essa é a única frase que consegue explicar.
um e dois.
quando estamos em uma mesa de um boteco qualquer, qualquer mesmo, nada mais importa. é dificil esconder alguma coisa dele, isso porque quando eu não falo nada, ele escuta meus olhos. e quando ele fala, é como se fosse uma música... a que eu mais gosto de ouvir. enquanto nós conversamos, o tempo passa tão depressa, que em alguns segundos a conta já chegou à mesa, sem que ninguém pedisse. ele acende um cigarro, e eu também. isso sempre acontece de forma simultânea, e dessa mesma forma é que vivemos. um e dois. somos ligados, funcionamos do mesmo jeito, pensamos igual. é engraçado como tudo acontece magicamente. parece mesmo que estava escrito.
então vamos para casa. cambaleando, entramos no carro. uma música, outro cigarro, milhares de palavras, mais ainda de risadas, e outra música. tudo faz mais sentido quando estamos juntos. aquela sensação de sempre...um sorriso gigante que nem cabe no rosto.
e melhor ainda, é adormecer ao seu lado. deitamos na cama e fazemos amor a noite toda. sempre parece que é o melhor de todos, mas acho que esse foi... vício.

4.6.09

humanidade

a história da humanidade é um desastre contínuo. nunca houve nada que se parecesse com um momento de paz. se ainda fosse só a guerra, em que as pessoas se enfrentam ou são obrigadas a se enfrentar… mas não é só isso.
esta raiva que no fundo há em mim, uma espécie de raiva às vezes incontida, é porque nós não merecemos a vida. não a merecemos. não se percebeu ainda que o instinto serve melhor aos animais do que a razão serve ao homem. o animal, para se alimentar, tem que matar o outro animal. mas nós não, nós matamos por prazer, por gosto. se fizermos um cálculo de quantos delinqüentes vivem no mundo, deve ser um número fabuloso. vivemos na violência. não usamos a razão para defender a vida; usamos a razão para destruí-la de todas as maneiras - no plano privado e no plano público.

(J.S.)

2.6.09

"uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que [eu e você] somos"

há coisas que nunca se poderão explicar por palavras.
primeiro café, e mente cansada.
já é quase fim de tarde, aquela hora que eu não quero mais pensar em nada. foda-se banners, folders, artes. só queria poder sentar em uma praça, nesse friozinho, acender um cigarro, e não precisar fazer nada.
porque eu gosto de fazer tudo ao mesmo tempo? não sei. a questão é que resolvo sempre fazer milhares de coisas ao mesmo tempo, e no final, queria simplesmente poder fugir de tudo, mas mesmo assim, continuo acumulando-as.
só queria ter tempo para ler um livro, fazer um corre à tarde, dormir em horários esdrúxulos e acordar também. e poder furgir daqui, só para ir dormir com a pessoa que eu amo.

agora voltando a realidade, em três dias preciso produzir um livro e um manual. e além de tudo, trabalhar. trabalhar em criar criar criar. queria expremer meu cérebro e vomitar milhares de idéias, e produzir tudo em segundos, só para sobrar tempo e não fazer nada... e fumar. AH, e nem me lembre daqueles malditos boletins...

1.6.09

eu odeio esse mundo, mas eu AMO a minha vida

FATO.

meu egoísmo às vezes me impede de ver a realidade, e eu insisto em cometer burrices. maldito umbigo.
agora já não é como antes. minha vida não é só minha, tenho algo que faz parte da minha própria carne, eu sinto como se fosse minha própria pele, e como se não bastasse, dói mais do que se fosse em mim mesma. muito mais.
nunca senti nada perto disso. me assusta de tal forma que as vezes tenho atitudes estupidas... ou quase sempre.
eu costumava a odiar o amor, há algum tempo atrás. pensava que ele nem existia de verdade, ou que não passava de um clichê, daqueles bem irritantes.
alguns anos depois, a vida me ensina todos os dias, e especialmente ELE me ensina, mais do que tudo.
faz algum tempo, mais especificamente um ano e uns quatro meses, que eu não pensei que pudesse existir algo assim.
mas não: existe outro de mim. é igualzinho, me completa, me entende e me consola. aliás, só ele mesmo me entende. mais do que eu mesma, pra falar a verdade eu acho que nem me entendo ainda.
só ELE mesmo pode saber de TUDO.
minha sujeira eu não poderia dividir com mais ninguém, a não ser com o único igual a mim, que existe. aquele que eu pensei que não existia.
vou ir ali continuar vivendo o meu filme e já volto... alguns anos depois, ainda não sei porque, mas a vida se tornou perfeita. só a minha... o mundo em si ainda continua um lixo.

(R.I.P. Zyklome A)